Viajando com cachorro para o Canadá (Parte II: a viagem)

Continuando o post anterior, chegou o dia do embarque! Como eu não estava lá, eu vou contar pra vocês com a narração do Vinícius, meu marido, que está aqui comigo (e não quer escrever).

A primeira coisa que ele fez no dia foi buscar o CZI, na Vigiagro do Aeroporto de Guarulhos, às 9h, que é o horário que abre. Documento ok, ele foi pra casa da minha mãe buscar o João, a bolsa de viagem e a mala do mocinho (roupas, brinquedos, cobertinha, remedinhos e uma marmita pra passar o dia). Lá eles pesaram o João dentro da mala e deu 11kg, aí começou o drama lá e meu desespero aqui, sem poder fazer nada. Eu tinha pedido pra minha mãe pesar, mais ou menos, 20 dias antes da viagem e tinha dado 9,900kg. Tava em cima, mas quando o Vini chegasse ia correr com ele pra perder uns graminhas e garantir a ida na cabine. Mas no dia da viagem, deu 11kg. Ai meu coração! Eu já estava me preparando psicologicamente pra vinda dele no compartimento de carga, que não é o fim do mundo, mas além de ser mais caro e a gente não ter reserva,  claramente eu preferia que ele fosse na cabine com o Vini.

Vini foi pra casa com João, as malas e pensando na solução. A bolsa de viagem dele é bem pesada, porque fizemos com um material mais grosso, pra durar mais, e ela é bem estruturada. O que ele fez foi, basicamente, desmontar a bolsa toda pro embarque. Ele tirou as alças (deixou só 1), a almofadinha de dentro, que vinha com uma madeirinha em baixo pra deixar o fundo firme, o chaveiro, a tampa de tela, que tinha uma parte estofada e botões de pressão. Enfim, ele tirou tudo que dava pra pesar o menos possível. No lugar da tampa de tela, ele costurou uma outra tela improvisada, só pra não deixar aberta. Tudo que ele tirou da mala ficou guardado pra ele remontar depois da pesagem, se desse tudo certo!

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No meio dessa confusão ele ainda, comprou um peito de frango e cozinhou, pra levar uma marmita pro João no vôo, já que não poderia trazer ração pra cá.

O vôo era às 21h35, mas o Vini quis chegar bem antes no aroporto, porque caso tivesse que resolver alguma coisa, como comprar um kennel para embarcar no compartimento de carga, tivesse tempo suficiente. Ele saiu de casa às 15h40, mas pegou bastante trânsito e só chegou lá às 16h30 (sem trânsito levaria uns 30 minutos). Chegando lá, no Terminal 3, ele foi procurar o balcão do check-in, mas ainda estava fechado. Então ele foi pesar as malas e o João com a bolsa toda desmontada, deu 9,800kg. Assim que abriu o check-in ele já despachou as malas e foi nesse momento que eles pesaram o João dentro da mala e mediram a mala, mas não mediram o João. O funcionário não estava conseguindo achar as medidas máximas pelo sistema que estava lento, mas foi muito educado e solícito o tempo todo. O Vini mesmo abriu o site da Air Canada, pelo celular, pra ajudar o moço e ele pôde conferir. Nesse momento ele também pagou a taxa de USD 100. Deu tudo certo!!

Com tudo isso feito ele remontou a mala e ficou esperando, com os pais dele, até as 20h30 pra entrar pro embarque. O embarque abriu as 18h30, mas quanto mais ele ficasse pra fora melhor pro João que conseguia fazer mais xixi. Essa não era uma parte muito preocupante, porque o João só faz as necessidades na rua, então provavelmente ele não faria no vôo. Mesmo assim tinha uma fraldinha absorvente na bolsa dele. (Durante o dia ele também não tomou muita água e não comeu muito, mas porque não quis mesmo.)

Passando pro embarque, no raio-x o João passou no colo e a bolsa na esteira. O portão de embarque era o último e a musculução fez falta nessa hora! O Vini teve que andar com a bolsa na mão, porque no ombro o João ficaria torto lá dentro, e ainda preocupado pra não chacoalhar muito.

Chegando no portão de embarque, o João virou a atração e um monte de gente foi falar com ele, e com o Vini pra saber sobre o processo. O mocinho ficou se achando com a cabeça pra fora da bolsa!

Entrando no avião, o comissário falando inglês (e um pouco grosso) só disse que o cachorro não poderia sair da bolsa em nenhum momento. O Vini achou o assento, encaixou a bolsa embaixo do banco e veio até aqui que nem sardinha! rs A medida máxima do comprimento da bolsa (55cm) conta a parte debaixo o banco da frente até o começo do seu banco, ou seja, o Vini não tinha onde colocar a perna. E aí nesse caso o banco do corredor é melhor pra você conseguir esticar pelo menos uma perna, que foi o que ele fez.

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Ele deixou um pedaço da tela de cima aberta, pro João colocar a cabeça pra fora, mas em 5 minutos ele deitou lá dentro e dormiu. Em algum momento ele tentou ir no banheiro, mas o João não deixou, acordou e queria ir atrás dele. Fora isso ele veio dormindo o vôo todo, só se mexia pra virar pro outro lado e pra comer uns pedacinhos do frango de vez em quando. Água ele não quis. (Não demos nenhum remédio pra ele, ele é bem tranquilo assim mesmo)

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Chegando aqui em Toronto, eles foram os últimos a descer do avião. Como o Vini só estava voltando, ele só teve que passar na primeira cabine da imigração (quando você chega pela primeira vez você passa em mais uma sala). Pegou as malas na esteira e na saída, entregou o formulário de imigração, onde informava que ele estava trazendo cachorro. Nesse momento eles pediram pro Vini ir pra uma área lateral, onde tinham alguns guichês. Lá eles conferiram o “Certificado de Vacinação Contra Raiva” e cobraram a taxa de CAD 33.

Enquanto isso eu estava lá fora passando mal de ansiedade esperando eles! Assim que eles chegaram, colocamos a roupinha no João e já deixamos ele fazer xixi. Como esperado, ele não fez xixi durante o vôo e se comportou muito bem.

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Gente eu fiquei muito mais ansiosa pra chegada do João aqui, do que pra minha própria vinda! A adaptação dele também foi super boa, ele parecia que já morava aqui, chegou brincando, pulando, comendo, passeando, tudo normal. Apesar de ser inverno, não tinha neve e não estava tão frio assim quando eles chegaram, estava 4C com sensação de 1C.

Espero ter ajudado com a nossa experiência e quem estiver chegando por aqui com seus peludos, vamos marcar esse encontro pra eles brincarem!

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6 comentários sobre “Viajando com cachorro para o Canadá (Parte II: a viagem)

  1. Carol disse:

    Oi Letícia, tudo bem???
    Sempre vejo seu blog. Espero estar aí em junho! Você pode me contar como foi pra arrumar um ape que aceitasse dogs? Vou com as minhas duas meninas e estou preocupada! Beijos

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  2. Raquel disse:

    Oi Leticia! Amei seu blog, descobri hoje e estou lendo todos os seus posts. Eu e meu noivo estamos nos programando para irmos pro Canadá ano que vem. Também temos uma cachorrinha e eu só vou se ela for comigo rsrsrs. Meu noivo vai estudar TI, então seu blog está sendo de grande ajuda, já que nossa pesquisa está mais voltada para a província de Toronto mesmo. Beijos!

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  3. A Cocker in Canada disse:

    Oi Letícia,
    Adorei o post! Seu cachorro é uma graça!!! Eu fico tensa só de pensar que o meu terá que ir no compartimento de carga, grrrrr!
    Muito legal saber que Toronto é uma cidade pet friendly 🙂

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